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Mercado imobiliário de São Paulo cai em 2016

Para este ano, estimativa é que preço dos imóveis tenha elevação de 5 a 10 por cento. Especialistas recomendam: o momento de comprar a casa própria é agora!

Desde 2004, 2016 foi o pior ano da história do mercado imobiliário da cidade de São Paulo. A avaliação é do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo, Secovi-SP, que divulgou nesta semana o balanço dos lançamentos e das vendas de imóveis novos residenciais da capital paulista.

Foram 17,6 mil unidades lançadas no ano passado, volume 23,3% inferior às 23 mil lançadas em 2015. Foi o segundo ano consecutivo de forte retração nos lançamentos. Em 2015, também houve recuo em relação a 2014 (-32,4%).

As vendas foram da ordem de 16 mil unidades, número 19,7% inferior ao registrado em 2015.

“Esse resultado coloca 2016 no topo da pesquisa como o pior ano da série histórica em volume de vendas de unidades residenciais novas, pois as 16 mil unidades comercializadas ficaram 43,6% abaixo da média calculada no período de 2004 a 2015, que foi de 28,7 mil unidades por ano”, considera Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

A boa hora de comprar imóvel – Com as incorporadoras precisando fazer caixa, não restam dúvidas, segundo especialistas, que o momento presente é o ideal para comprar imóvel. “As empresas estão escoando unidades com preços abaixo da média”, diz Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação do Secovi-SP.

Além disso, com o cenário econômico se alterando positivamente – queda de juros, baixa da Selic, índices de confiança aumentado, risco Brasil em queda, entre outros – é natural que mais pessoas voltem a manifestar interesse em imóvel.

Só que, em razão do vácuo deixado pelas empresas na produção de imóveis, o preço das unidades residenciais pode sofrer elevação de 5% a 10% neste ano. “Se adiar a decisão de compra, quando o adquirente for a mercado, pode acabar não encontrando o apartamento que procura”, diz Kallas, explicando que o ciclo da produção imobiliária é longo e, por isso, é provável que haja um desequilíbrio natural entre a oferta e a demanda.

Não há, acredita o Secovi, mais espaço para a redução dos preços. “Quem quiser fazer um bom negócio que compre imóvel agora, pois os valores pedidos hoje estão atrativos”, diz Petrucci.

Boas perspectivas – “Para 2017, a expectativa é positiva, e está alicerçada na retomada gradual da economia, na queda da inflação e das taxas de juros, inclusive dos financiamentos imobiliários. A retomada dos investimentos e da geração de emprego e renda nos levam a estimar um crescimento do mercado imobiliário de 5% a 10% neste ano”, aposta Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Acesse a pesquisa do Secovi-SP aqui.

Meu Bairro, Meu Imóvel

Mercado imobiliário de São Paulo tem bons números em setembro

Boa notícia para principal mercado de imóveis de País. De acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), no mês de setembro, foram vendidas 1.717 apartamentos novos na cidade de São Paulo, um crescimento de 59,3% em relação a agosto e de 23,3% em comparação a setembro do ano passado.

Os lançamentos também aumentaram.  Foram 2.165 unidades residenciais lançadas, número 83,9% superior ao registrado em agosto e 66,9% superior ao computado em setembro de 2015.

Embora significativos, especialistas ainda analisam os números com cautela e evitam falar em reação. “Apesar de positiva, não classificamos a melhora como reação, pois os resultados do acumulado do ano ainda estão abaixo dos índices do ano passado. Acreditamos que o mercado vai reagir de forma mais gradual, ao longo dos próximos meses”, argumenta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Na capital paulista, de janeiro a setembro deste ano, foram comercializadas 10.187 apartamentos novos, volume 21% inferior em relação ao mesmo período de 2015. Os lançamentos também estão aquém. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, foram lançadas 10.172 unidades, o que representa uma queda de 27,9% na comparação com o acumulado de janeiro-setembro do ano passado.

Ainda segundo o Secovi-SP, imóveis de dois dormitórios, com área útil entre 45 m² e 65 m² e faixa de preço entre R$ 225 mil e R$ 500 mil foram os destaques no mês.

Meu Bairro, Meu Imóvel, Mobilidade

Como o Plano Diretor pode impactar sua vida e a do seu bairro?

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dois anos nos cadernos de jornais que cobrem a cidade de São Paulo foi – e, de certa forma, ainda é – o Plano Diretor Estratégico (PDE). O tema, se lido de forma rasa, pode parecer simples. No entanto, é extremamente complexo, e sua importância para todos (enfatize-se o todos) os moradores da cidade é inegável. É ele quem determina para onde e como a cidade irá se desenvolver pelos próximos anos.

Você sabia que os reflexos de um Plano Diretor podem contribuir para a valorização de uma área? Destravar o trânsito na rua de sua casa? Liberar a abertura de comércios em um bairro que, até então, era puramente residencial? Eleger uma área da cidade para receber empreendimentos de moradias sociais e, quem sabe, você poder ser contemplado por algum programa governamental e ir morar naquela região?

Abaixo, resumimos as principais implicações do PDE de São Paulo para a cidade e como isso pode afetar a sua vida e o seu bairro. Continuar Lendo

Meu Bairro, Meu Imóvel, Mobilidade

Bairros caminháveis

O crescimento das cidades tem feito os planejadores urbanos a focarem cada vez mais em mobilidade. E, quando se fala nisso, não se discute apenas o tráfego de carros ou transporte público. O pedestre também deve fazer parte da equação – e, nunca é demais lembrar: todos somos pedestres.

Em São Paulo, faixas de pedestres cruzadas (em azul) ajudam na travessia com mais rapidez.

Em São Paulo, faixas de pedestres cruzadas (em azul) ajudam na travessia com mais rapidez.

A viagem urbana mais barata que uma cidade pode oferecer é uma caminhada – é acessível, equitativa e democrática. Bairros amigáveis a quem anda a pé têm mais vida, mais interação social e, consequentemente, é mais humano e saudável ao convívio. Pesquisas feitas nos Estados Unidos apontam que em bairros com essas características os moradores pesam de três a cinco quilos a menos do que quem vive em locais que privilegiam o transporte por automóvel.

A Bicycle Federation of America Campaign to Make America Walkeble listou alguns pontos que fazem das comunidades amigáveis aos pedestres, das quais se destacam a acessibilidade a pessoas de todas as idades e capacidades físicas, com acesso às suas áreas mais importantes sem a necessidade de usar o carro; e as calçadas limpas e caminháveis.

Outro aspecto favorecido é o da valorização imobiliária. Nos Estados Unidos, segundo a CEO for Cities, bairros caminháveis têm preços que variam de US$ 4 mil a US$ 34 mil superiores em relação àqueles que não são amistosos aos pedestres.

Fica a dica para os próximos prefeitos.