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Lazer, saúde e interação

Uma das áreas mais utilizadas por crianças e adolescentes, a quadra poliesportiva demanda diversos cuidados, para garantir a segurança dos usuários e diminuir o risco de confusão

Muitos condomínios estão se modernizando com a criação de novas e diferentes áreas de lazer. Mas um dos espaços que nunca sai de moda é a quadra esportiva. Grande atrativo principalmente para crianças e adolescentes, ela reúne diversos fatores positivos: diversão, atividade física e interação entre os moradores.

“Há condomínios que até incentivam o uso dessas áreas com a realização de torneios de tempos em tempos. Isso ajuda a criar uma convivência melhor entre os jovens e até mesmo entre os pais, que vão assistir os jogos”, conta Iraê Sica de Azevedo, diretor da Campo Belo Administradora de Condomínios.

No entanto, é importante prestar atenção em diversos detalhes para que o espaço seja bem utilizado e não se torne um ambiente ocioso ou problemático. “A quadra deve ter um tamanho mínimo próximo ao tamanho oficial e precisa atender a diversas modalidades, oferecendo trava de futebol, rede de vôlei e aros de basquete, por exemplo. Além disso, o ideal é que o próprio condomínio forneça os acessórios necessários, como as bolas”, afirma Azevedo.

Em primeiro lugar, quando se está na fase de construção ou reforma de uma quadra, é preciso ficar atento aos aspectos estruturais, como o nivelamento do piso, para evitar o acúmulo de água, por exemplo. “Uma boa iluminação por holofotes também é fundamental”, orienta Azevedo.

Outro requisito de segurança é o fechamento lateral e superior com redes de proteção, para que a bola não caia em outras áreas ou até mesmo fora do condomínio. “Isso evita acidentes com pessoas que estejam ao redor ou danos materiais em veículos ou em uma janela”, afirmaa Marcelo Ortiz, proprietário da Ato Administradora, de Taubaté.

Administração – Além da questão da infraestrutura, o espaço precisa ser bem administrado, para que todos possam usufruir dele de forma organizada e segura.

Na opinião de Ortiz, é melhor manter a quadra fechada, para que o condômino que vai utilizar o espaço retire as chaves e se responsabilize por ele durante o uso. “Esse controle pode ser feito pelo zelador ou pela portaria. É preciso estipular, também, a idade mínima para que a pessoa tenha esse acesso, por causa dos riscos de uma criança, sozinha, sofrer algum acidente”, alerta.

Essa definição de idade mínima, segundo ele, varia de condomínio para condomínio, em uma média de 14 a 16 anos. Usuários mais novos devem estar acompanhados por algum responsável.

É comum os condomínios estipularem um horário de funcionamento para as quadras, esclarece Ortiz. “Essa medida é importante por causa do barulho. Em alguns condomínios, a iluminação da área chega a ser controlada pela portaria. Dessa forma, quando chega o horário-limite, não é possível utilizá-la.”

Com relação aos visitantes, ele afirma que há grandes discussões sobre o tema, já que, como os jogos esportivos exigem a formação de times com vários participantes, muitas vezes não é possível encontrar esse número de interessados entre os condôminos.

Segundo Azevedo, todas essas normas mudam de prédio para prédio, e devem ser estabelecidas de acordo com o perfil do condomínio. “As regras devem ser criadas pensando nas reais necessidades dos moradores e precisam constar no Regulamento Interno, aprovado em assembleia”, explica.

Segurança – As quadras esportivas são utilizadas, predominantemente, por crianças e adolescentes, e garantir a segurança desses usuários deve ser uma prioridade. “Por isso, deve ser feita uma manutenção constante para verificar as condições do local e dos equipamentos”, ressalta o diretor da Campo Belo.

Entre os itens que precisam ser checados estão o piso, aros, traves, redes, marcação do solo e iluminação. “Essa manutenção é de extrema importância para evitar acidentes. Se alguém se machuca durante o uso, pela má conservação do espaço, a responsabilidade é do condomínio”, completa Azevedo.

Outra forma de aproveitar bem as quadras e outras áreas de lazer disponíveis no condomínio é contratando profissionais especializados, que ministram aulas para os moradores e administram o espaço. “Isso acontece, normalmente, em empreendimentos maiores, com mais de uma torre, que têm estrutura para suportar esse custo, além de mais pessoas para participar das aulas”, diz Azevedo. Segundo ele, quando isso acontece, a área passa a ser muito mais utilizada, pois a programação implantada estimula a participação de novos condôminos.

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